- Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.
- É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).
- Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?
- Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.
Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.
- As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!
- Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
- Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
- Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.
Clica aqui para leres sobre esta organização.
- Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.
- Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
- Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
- Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
- Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
- A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".
Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
- Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.
- Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).
Clica aqui para os leres. Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.
- Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!
AnimaLetras
Biblioteca Escolar E.B.1/J.I da Correeira - Agrupamento de Escolas de Albufeira
Sexta-feira, 1 de Junho de 2012
Dia Mundial da Criança
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Livro do Mês de Junho
Uma
Aventura nas Férias Grandes
Autor:
Ana
Maria Magalhães e Isabel Alçada
Ilustrador:
Arlindo
Fagundes
Alugar
casa para férias é sempre divertido. O pior é quando nas
imediações atua um perigoso gang que não olha a meios para atingir
os seus fins. Teria sido prudente não se meterem em alhadas. Mas
depois de conhecerem Carolina mais a sua cadela Terceira e de
detetarem sinais e incidentes de crime na vizinhança, não podiam
deitar-se à sombra da bananeira! Nunca pensaram foi que um
cata-vento no telhado pudesse ter tanta importância para o
desenrolar da aventura!
LÊ,
VAI SER DIVERTIDO!
Etiquetas:
Livro do Mês
Livro Mistério de Junho
Vamos
lá ler!
Descobre
o livro a que pertence este excerto:
«
Gosto mais do teu coração do que da tua coroa. E, no entanto, à
volta dela também paira algo sagrado. Virei cantar para ti, mas tens
de me prometer uma coisa.
- Tudo
– disse o imperador, que, tendo vestido os seus trajes imperiais,
parou com a mão que segurava a pesada espada de ouro encostada ao
coração.
- Peço
apenas uma coisa – replicou o rouxinol. - Não contes a ninguém
que tens um pequeno pássaro que te conta tudo.»
Autor:
Hans
Christian Andersen
Autor
de vasta obra, é principalmente conhecido pelos seus contos, que têm
atravessado gerações, integrando o imaginário de adultos e
crianças. Menos conhecidas são as suas narrativas de viagens, onde
se integra Uma Visita a Portugal em 1866, escrita após longa estadia
no nosso país, durante a qual o autor se deleitou com algumas das
cidades: Elvas, Lisboa, Setúbal, Aveiro, Coimbra e Sintra, onde se
sentiu em casa: «Diz-se que todo o estrangeiro poderá encontrar em
Sintra um pedaço da sua pátria. Eu descobri aí a Dinamarca.»
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Livro Mistério
Terça-feira, 22 de Maio de 2012
Dia do Autor Português - 22 de Maio
Para comemorar esta data, participa neste passatempo aqui na nossa biblioteca e fica a conhecer melhor cada um dos nossos autores. Eles escrevem para ti!
Através da "Árvore dos Autores" procura livros dos nossos autores. Lá poderás encontrar dentro do livro de cada autor, um envelope, com um puzzle. Se o descobrires e conseguires completar o puzzle, receberás um marcador de páginas de livros com a biografia do autor que encontras-te.
Nasceu a 27 de Agosto de 1957 em Matosinhos. Professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico pela Escola do Magistério Primário de Penafiel onde concluiu o curso em 1978. Licenciou-se mais tarde (1993) em Supervisão Educativa e em 2001 conseguiu o título de Mestre em Educação, mercê do Mestrado em Relações Interculturais, obtido na Universidade Aberta, defendendo a dissertação com o título “Educação, Migrações e Políticas de Geminação em Portugal”, que mereceu a classificação de Muito Bom por unanimidade do júri. No dia 1 de Junho de 2008 lançou o primeiro livro de histórias infantis, intitulado “O peixe que gostava de se pentear”, e o segundo livro, intitulado “Raquel, a Princesa da Lua” deverá ser publicado, ainda este ano. Atualmente desempenha as funções de Coordenador da Escola EB1/JI da Correeira, concelho de Albufeira. No ano lectivo (2010-2011) desempenhou igualmente as funções de responsável pelo Grupo de Teatro do Agrupamento de Escolas de Albufeira, tendo levado à cena a peça de Filipe Homem da Fonseca, no âmbito do Projecto PANOS, intitulada:“Dentro de mim fora daqui”.
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| ANA MARIA MAGALHÃES & ISABEL ALÇADA |
Ana
Maria Magalhães
nasceu em Lisboa do dia 14 de Abril de 1946. É uma escritora
portuguesa do tipo infanto-juvenil. Esta escritora destaca-se pelos
livros da
colecção de sucesso "Uma Aventura", destinados a jovens.
Estes livros foram escritos em conjunto com a escritora Isabel
Alçada.
Nasceu no seio de uma enorme família onde as crianças estavam sempre em primeiro lugar. Conheceu Isabel Alçada em 1976 à porta da Escola Fernando Pessoa, em Lisboa e em 1982 escreveram juntas o seu primeiro livro: "Uma Aventura na Cidade". Não foi fácil arranjar editora. E só a Editorial Caminho quis apostar na edição do livro. A série "Uma Aventura" tem 51 livros publicados e tem mostrado grande sucesso entre os jovens.
Isabel Alçada nasceu em Lisboa no dia 29 de Maio de 1950, é professora e escritora portuguesa. Iniciou-se na escrita juvenil em 1982, juntamente com Ana Maria Magalhães. Dessa parceria resultaram cinquenta e um exemplares da colecção "Uma Aventura", também adaptada à televisão e ao cinema.
Nasceu no seio de uma enorme família onde as crianças estavam sempre em primeiro lugar. Conheceu Isabel Alçada em 1976 à porta da Escola Fernando Pessoa, em Lisboa e em 1982 escreveram juntas o seu primeiro livro: "Uma Aventura na Cidade". Não foi fácil arranjar editora. E só a Editorial Caminho quis apostar na edição do livro. A série "Uma Aventura" tem 51 livros publicados e tem mostrado grande sucesso entre os jovens.
Isabel Alçada nasceu em Lisboa no dia 29 de Maio de 1950, é professora e escritora portuguesa. Iniciou-se na escrita juvenil em 1982, juntamente com Ana Maria Magalhães. Dessa parceria resultaram cinquenta e um exemplares da colecção "Uma Aventura", também adaptada à televisão e ao cinema.
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NELSON MONIZ
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Nasceu
a 15 de Junho de 1961, nos Açores, na ilha de S.Miguel, na Freguesia
de S.Brás. Hoje vive no Algarve, em Albufeira.
Professor
do Ensino Básico do 1.º ciclo, colaborou com poemas na revista
internacional “Neo” - a cargo do departamento de Línguas e
Literaturas Modernas da Universidade dos Açores – e no Suplemento
Atlântico de Artes e Letras. Publica, em 2004, o livro de poesia
“Rompendo Trevas”, e em 2011, “Diário de Bruma” pelas
Edições Colibri, e faz parte – entre outros autores – da
antologia de contos e poesia intitulada “Elos e Anelos” sob
chancela da Editora Guemanisse – Teresópolis 2008. É defensor
acérrimo da importância da poesia na motivação das aprendizagens
e na construção do Ser...
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| MARIA ALBERTA MENÉRES |
Nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1930. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Universidade Clássica de Lisboa. Foi professora do ensino secundário e colaborou em diversas publicações nomeadamente Távola Redonda, Diário de Notícias, Cadernos do Meio-Dia e Diário Popular, tendo neste último sido responsável, durante dois anos, pela secção Iniciação Literária. A sua primeira obra data de 1952 e intitula-se Intervalo, tendo sido premiada, em 1960, com o seu livro Água-Memória, no - Concurso Internacional de Poesia Giacomo Leopardi. tem dedicado grande parte da sua obra à literatura infantil e juvenil e produziu nesta área programas de televisão , sendo em 1975 sido nomeada chefe do departamento de programas infantis e juvenis da RTP. Ao longo da sua carreira tem recebido inúmeros prémios nomeadamente o Prémio de Literatura Infantil da Educação em 1981. Em colaboração com o Ernesto de Melo e Castro, organizou, em 1979, uma Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa.
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| ANTÓNIO MOTA |
Nasceu a 15 de Julho de 1957 em Vilarelho, concelho de Baião.
É professor do Ensino Básico e Secundário desde 1980, e trabalha em bibliotecas públicas, em portugal e outros países, procurando despertar nas crianças e nos jovens o gosto pela leitura.
Foi colaborador de diversos jornais e já participou em diversas atividadesdesenvolvidas por Bibliotecas e Escolas Superiores de Educação.
Alguns dos seus livros estão antologiados em volumes de ensino do Português, tendo algumas das suas obras sido traduzidas em Espanhol e Galego. possui mais de 40 obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura.
Algumas das suas obras estão incluídas em listas de obras literárias de qualidade recomendadas pela International Youth Library de Munique.
Em 2008 foi distinguido com a Ordem da Instrução Pública.
É professor do Ensino Básico e Secundário desde 1980, e trabalha em bibliotecas públicas, em portugal e outros países, procurando despertar nas crianças e nos jovens o gosto pela leitura.
Foi colaborador de diversos jornais e já participou em diversas atividadesdesenvolvidas por Bibliotecas e Escolas Superiores de Educação.
Alguns dos seus livros estão antologiados em volumes de ensino do Português, tendo algumas das suas obras sido traduzidas em Espanhol e Galego. possui mais de 40 obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura.
Algumas das suas obras estão incluídas em listas de obras literárias de qualidade recomendadas pela International Youth Library de Munique.
Em 2008 foi distinguido com a Ordem da Instrução Pública.
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| SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN |
Nasceu a 6 de Novembro de 1919 no Porto, onde passou a
sua infância. Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na
Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos
Cadernos de Poesia.
Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem
cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é
eleita, depois do 25 de abril, deputada à Assembleia
Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão, que, para além do valor pecuniário de 42 070 euros, significa ainda a edição de uma antologia bilingue (português-castelhano), o que levará a autora a um vastíssimo público que cobre os países latino-americanos.
Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas. Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão, que, para além do valor pecuniário de 42 070 euros, significa ainda a edição de uma antologia bilingue (português-castelhano), o que levará a autora a um vastíssimo público que cobre os países latino-americanos.
Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas. Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.
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| ANTÓNIO TORRADO |
Nasceu em Lisboa (1939), mas com raízes familiares na Beira Baixa. Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é por excelência um contador de histórias , estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. Foi jornalista , editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. A sua bibliografia regista atualmente mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, comtemplada em 1988, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Livros seus foram, em 1974 e 1996, incluídos na Lista de Honra do IBBY - Internacional Board on Books for Young People. Segundo o crítico e investigador José António Gomes, "Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de Abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil."
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| LUÍSA DUCLA SOARES |
Nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1939, onde se licenciou em Filologia Germânica. O seu primeiro livro de poesia data de 1970 e intitula-se Contrato. Tem-se dedicado como estudiosa e autora à literatura infanto-juvenil. Publicou 45 obras infanto-juvenis. Recebeu o "Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura infantil no biénio 1984-1985" e o "Grande Prémio Calouste Gulbenkian" pelo conjunto da sua obra em 1996. Colaborou na página infantil do Diário Popular e na revista Rua Sésamo. As suas obras encontram-se traduzidas em diversas línguas, nomeadamente francês, catalão, basco e galego.
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| ALICE VIEIRA |
Nasceu
em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de
Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração
no Suplemento Juvenil do Diário
de Lisboa
e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979
tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados
na Caminho, cerca de três dezenas de títulos.
Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983 com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.
Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.
Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983 com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.
Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.
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Dia do Autor Português
Terça-feira, 15 de Maio de 2012
"A Sopa de Pedra"
Peça de teatro alusiva à alimentação saudável: "A Sopa de Pedra" - Encenado pelo professor Emídio Teodósio e representado pelos alunos do 6.ºB, da EB2,3 Dr. Francisco Cabrita:
Diogo Rosa
Laura Tintim
Mariana Alves
Natacha Andrade
Teatro inserido no projeto Educação para a Saúde.
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Dramatização
Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Estranhões e Bizarrocos - A menina que queria ser maçã
| Hora do Conto |
Estranhões e Bizarrocos
Autor: José Eduardo Agualusa
Ilustrador: Henrique Cayatte
Um inventor de coisas impossíveis: formigas mecânicas, pássaros a vapor, sapatos voadores, aparelhos de produzir espirros, estranhões e bizarrocos e outros seres sem exemplo. Camelos sábios, uma menina de peluche, a rainha das borboletas. Um país onde tudo acontece ao contrário, os rios correm do mar para a nascente, e os gatos são do tamanho de bois. O nascimento do primeiro pirilampo do mundo. Uma menina que queria ser maçã. Neste livro de José Eduardo Agualusa e Henrique Cayatte cabem os prodígios todos que cabem nos sonhos das crianças. São histórias para adormecer anjos.
A MENINA QUE QUERIA SER MAÇÃ
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- Quando for grande quero ser maçã! Disse aquilo com tanta convicção que a mãe se assustou:
- Maçã?
A maior parte das crianças quer ser: a) astronauta; b) médica/o; c) corredor de automóveis; d) futebolista; e) cantor/a; f) presidente. Há algumas respostas mais originais: "Quero ser solteiro", confessou o filho de uma amiga minha. Conheço uma menininha que foi ainda mais ambiciosa:
- Quando for grande quero ser feliz.
Mas maçã? Joaninha, meu amor, maçã porquê? A pequena encolheu os ombros: "são tão lindas". Passaram-se os anos e a mãe pensou que ela se tinha esquecido daquilo. Mas não. No dia em que entrou para a escola, a professora fez a todos os meninos a mesma pergunta:
- Ora então vamos lá saber o que é que vocês querem ser quando forem grandes...
Astronauta. Piloto de Fórmula 1. Cantora. Futebolista. Barbie (há muitas meninas que querem ser a Barbie). Médica. Modelo. Actriz. E tu, Joaninha?
- Eu quero ser maçã!
Risos. Os outros meninos começaram a fazer troça dela:
- Maçã raineta! Maçã raineta!...
- Se a Joaninha pode ser uma maçã, senhora professora, eu quero ser um avião...
Ela nem fazia caso. Quando crescesse havia de ser uma maçã, sim, uma maçã verde, luminosa, tão perfumada como uma manhã de Primavera.
Poucas vezes, porém, conseguimos cumprir os nossos sonhos. Joaninha transformou-se numa mulher bonita, estudou, e fez-se professora. Era uma boa professora.
Mas maçã? Joaninha, meu amor, maçã porquê? A pequena encolheu os ombros: "são tão lindas". Passaram-se os anos e a mãe pensou que ela se tinha esquecido daquilo. Mas não. No dia em que entrou para a escola, a professora fez a todos os meninos a mesma pergunta:
- Ora então vamos lá saber o que é que vocês querem ser quando forem grandes...
Astronauta. Piloto de Fórmula 1. Cantora. Futebolista. Barbie (há muitas meninas que querem ser a Barbie). Médica. Modelo. Actriz. E tu, Joaninha?
- Eu quero ser maçã!
Risos. Os outros meninos começaram a fazer troça dela:
- Maçã raineta! Maçã raineta!...
- Se a Joaninha pode ser uma maçã, senhora professora, eu quero ser um avião...
Ela nem fazia caso. Quando crescesse havia de ser uma maçã, sim, uma maçã verde, luminosa, tão perfumada como uma manhã de Primavera.
Poucas vezes, porém, conseguimos cumprir os nossos sonhos. Joaninha transformou-se numa mulher bonita, estudou, e fez-se professora. Era uma boa professora.
Só quem conseguisse olhar para dentro dela poderia saber que, bem lá no fundo do seu coração, Joaninha sentia ainda aquela grande vontade de se tornar maçã. O tempo passou - o tempo, aliás, está sempre a passar, nós é que nem sempre damos pela sua passagem. O tempo passou, portanto, e Joaninha envelheceu. Não casara, não tinha filhos, envelheceu sozinha.
Foi numa tarde de Outono. As árvores tinham perdido as folhas. O sol, cansado, com aquela cor macia que tem o mel, desaparecia no horizonte. Joaninha estava a dormir, sentada numa cadeira de baloiço. na varanda da sua casa, quando apareceu um anjo e a levou. Ela não percebou logo onde estava. Foi preciso que Deus lhe tocasse nos ombros com a ponta dos dedos:
- Acorda minha filha - disse-lhe Deus -, já chegaste.
Joaninha abriu os olhos e viu o que já antes via com os olhos fechados: os anjos passeando num grande jardim, os peixes flutuando no ar, juntamente com os pássaros, e aquele velho de barbas brancas, ao seu lado, sorrindo como só Deus sabes sorrir. Foi numa tarde de Outono. As árvores tinham perdido as folhas. O sol, cansado, com aquela cor macia que tem o mel, desaparecia no horizonte. Joaninha estava a dormir, sentada numa cadeira de baloiço. na varanda da sua casa, quando apareceu um anjo e a levou. Ela não percebou logo onde estava. Foi preciso que Deus lhe tocasse nos ombros com a ponta dos dedos:
- Acorda minha filha - disse-lhe Deus -, já chegaste.
- Meu Deus - perguntou-lhe - porque não me deixaste ser maçã?
- Ser maçã é difícil, Joaninha - disse-lhe Deus. É preciso crescer muito para se ser uma boa maçã. Tu cresceste. Agora, sim, serás maçã.
Alguns anos depois, um menino descobriu no pomar da casa dos seus avós uma maçã de um brilho intenso. Cheirou-a: cheirava a manhãs lavadas, cheirava a Primavera, era um cheiro que se colava aos dedos. O menino comeu a maçã e sentiu-se feliz. Naquela tarde disse à avó:
- Sabes, acho que quando for grande quero ser maçã!"
in "Estranhões & Bizarrocos", José Eduardo Agualusa
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Hora do Conto
Domingo, 6 de Maio de 2012
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- Albufeira, Algarve, Portugal
















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